Aula06

TEORIAS PSICOLÓGICAS DO CRIME

1) PSIQUIATRIA CRIMINAL
– Investigação sobre os comportamentos patológicos envolvendo delitos. Psicopatologia criminal. Ex. sadismo, masoquismo, esquizofrenia, psicopatia.
– Ênfase no método médico-psiquiátrico, com observação etiológica.
– Inimputáveis. Agem apenas como exceção e constituem exceção no sistema penal.

2) PSICOLOGIA COMPORTAMENTALISTA

– Base “behaviourista”, que analisa o comportamento a partir das respectivas respostas (positivas/reforço ou negativas/reforço negativo). Visão estímulo > resposta. Processos mentais internos são imensuráveis pela psicologia, que deve ter base empírica. 
– Modelo de Pavlov e Skinner. Reflexos condicionados. Deslocamento das motivações internas dos indivíduos para as influências externas: estímulos e reforços.
Ex. ser humano é como o rato do laboratório que, tomando choques, não irá realizar mais aqueles atos .

2.1. TEORIA DO CONDICIONAMENTO (EYSENK)

– Positivismo científico (Influência de Pavlov);
– Behaviourismo;
• A propensão para o crime é universal, mas na maior parte dos casos é contrariada pela consciência da pessoa;
• A consciência é um sistema de respostas condicionadas, adquiridas durante infância e adolescência;
• É previsível que essa consciência surja infradesenvolvida pela ausência de estímulos familiares e sociais ou fraqueza congênita;
• Pessoas extrovertidas condicionam-se menos e, por isso, têm mais tendência ao crime;
• Ansiedade e neurose estimulam tendências introvertidas e extrovertidas, diminuindo ou aumentando a conduta anti-social.
– O crime ocorre pela ausência de consciência (reflexos interiores condicionados). A socialização consiste na aquisição de respostas condicionadas.
– Adjetivos como “mau”, “feio”, etc. se espalham por meio da generalização dos estímulos a determinados comportamentos.
– A consciência se expressa por: a) resistência à tentação e b) culpa.
– O que determina a consciência são fatores ambientais e de personalidade, especialmente estes. Personalidades com Mark of Caim.
– Cura em vez de castigo: a pena deve dar lugar a medidas de terapia.
– Resposta diferenciada conforme o indivíduo envolvido. 

2.2. MODELO DA APRENDIZAGEM SOCIAL
– Proximidade com modelos sociológicos (Sutherland).
– Observação e mimetismo do comportamento alheio. A delinqüência se adquire a partir da interação com o meio, pela aprendizagem.

2.3. TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO MORAL E DO PROCESSO COGNITIVO
– Atribuem não à aprendizagem com modelos nem à resposta a estímulos determinados, mas ao modo de percepção próprio do mundo, que carregaria dificuldade de socialização.
– Orientação cognitiva, da Psicologia da Gestalt e de Piaget.
– Semelhança com Garófalo.

– Hoje em dia age em colaboração com a neurobiologia. Ex. pesquisa no cérebro dos adolescentes da PUCRS e UFRGS.

3. CRIMINOLOGIA PSICANALÍTICA

3.1. Criminologia e Psicanálise – Relações entre as teorias:
– Relações entre Criminologia e Psicanálise.
– FREUD – “terceira ferida narcísica” – descoberta do inconsciente.

3.2. Algumas correntes da psicanálise:

a) FREUD
b) JUNG, ADLER, REICH (revisões da teoria freudiana)
c) LACAN (fusão da psicanálise + estruturalismo)
d) FROMM, MARCUSE (psicanálise + marxismo + teoria crítica).

3.3. Fases do pensamento freudiano:

a) Princípio do Prazer e Princípio da Realidade.
– Separação entre os desejos do indivíduo e as restrições que a realidade impõe.
b) Narcisismo.
c) Teoria das pulsões.
Primeira fase: Pulsão sexual X Pulsão de autoconservação. Pulsão de vida (Eros) X Pulsão de Morte (Thanathos).
– Pulsões: energias que se situam entre o fisiológico e o psicológico – entre o psíquico e o somático. Espécie de pressão que exige descarga.
– Primeira teoria (1915): A pulsão sexual (satisfação do órgão) apóia-se na de autoconservação. Quando como, me alimento (conservo) e tenho prazer oral. Pulsões sexuais são mais ligadas ao princípio do prazer; de autoconservação, ao princípio da realidade. Pulsões agressivas (sádicas, de domínio) estariam ligadas à pulsão sexual.
– Na segunda teoria (Além do Princípio do Prazer-1920), as pulsões desempenham papel de motores da vida orgânica.   
– Pulsão de vida é a energia libidinal. Tendência à formação de todos maiores, unificação. Pulsões sexuais e de autoconservação são componentes. 
– Pulsão de morte é o desejo de retorno ao inorgânico. Destruição. Princípio do Nirvana. 

3.4. Divisões da Psique:

a) ID (OU ISSO):
– Componente inferior, desorganizado;
– Situado na fronteira entre o psíquico e o fisiológico;
– Comandado pelo princípio do prazer
– Fonte de energia do ego;

b) SUPEREGO (OU SUPER-EU OU IDEAL DE EU):
– “Idéia vulgar de consciência”;
– Imperativo categórico;
– Agência censória dos impulsos do Id;
– Introjeção da personalidade paterna;

c) EGO (OU EU):
– Instância intermediária;
– Superfície dos conflitos entre Id e Superego;
– Princípio da realidade;
– Compromisso entre o Id e o superego a partir da sublimação ou repressão (que, se o superego for tirânico, dá origem à culpa patológica).

3.5. OUTROS CONCEITOS FUNDAMENTAIS:

a) Complexo de Édipo – impulso de união com a mãe – mãe como objeto de “investimento energético”:
a.1) homem – consciência gradual de que a mãe dirige o amor ao pai e do papel de filho – “curiosidade genital” – pergunta sobre o porquê da ausência de pênis – medo da castração – idéia de perdeu o falo porque foi castigada – transgressão é punida com castração – com isso, se resolve o Complexo de Édipo;
a.2) mulher – investimento na mãe – “castrada” – “inveja do pênis” – culpa da mãe e conseqüente raiva – investimento no pai – não se resolve;
b) No homem, a castração resolve o Complexo de Édipo. Na mulher, inicia o Complexo. Modelos masculinos na mulher lembram o pai (busca o falo).
c) Castração tem o sentido de princípio da realidade.   
d) Ambivalência – alternância do amor/ódio em relação à pessoa/objeto;
e) Projeção – Auto-identificação com o princípio do prazer e dos outros com o sofrimento – criação de bodes expiatórios por meio da alienação da culpa. 

 

 

~ por moysespintoneto em maio 12, 2008.

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