Aula 14

CRIMINOLOGIA E PSICANÁLISE – VIOLÊNCIA E SUBJETIVIDADE

 

 

I. SUJEITO E INCONSCIENTE:

– Sujeito da “consciência” da Modernidade – ideal abstrato ratificado pelo racionalismo iluminista;

– Imagem “iluminada” de nós mesmos – eu “higiênico” que não se contamina pela violência;

– O “Lado obscuro” são os outros (os “bárbaros”);

– Código Civil = “bonus pater famílias” – o “civilizado”

– Código Penal = “homo criminalis” – o “bárbaro”.  

 

II. CIVILIZAÇÃO E CULPA:

– Cultura implica supressão dos desejos e a felicidade que dela provém é paradoxal, pois também produz culpa e infelicidade;

– O preço a ser pago pela não-realização dos desejos é o mal-estar (“Mal-Estar na Civilização”);

– Antecipação de Nietzsche do ressentimento (civilização move-se pela “moralina”) – responsabilizo o outro pela frustração do meu não-gozo;

– Culpa é produzida por: a) medo da autoridade ou b) medo do superego;

 

III. VIOLÊNCIA E PROJEÇÃO:

– Teoria psicanalítica da pena: a) vingança; b) reforço do superego; e c) descarga da violência;

– Correspondência entre a disseminação da barbárie (psicanálise) e crime (criminologia crítica e Durkheim) – ruptura com a visão “angelical” do homem (todos desejam violar o tabu – ver Freud, “Totem e Tabu”);

– Descrição sensacionalista do criminoso facilita a projeção sobre bodes expiatórios;

– Os “Outros” (os “bárbaros” – muçulmanos terroristas, ciganos ladrões, negros traficantes, etc.) e os “Nossos” (os Nardoni, o carniceiro da Bósnia, os nazistas, Suzane Richtofen, etc.).

 

IV. O “LADO OBSCURO DE NÓS MESMOS”

– Exemplos: Dorian Gray, Gregor Samsa, Dr. Jeckyll e Mr. Hyde, personagens de Ruben Fonseca e Dalton Trevisan.

– PULSÃO DE VIDA (Pulsões de autoconservação e Pulsões sexuais, Eros, União, Indiferenciação, Civilização, Amor) x PULSÃO DE MORTE (Thanathos, destruição, agressividade, princípio “nirvânico”, morte, mas também local da diferença);

– Ambivalência (“corda entre a perversidade e a santidade”);

– Psicanálise é o único discurso de ousa falar sobre violência “sem álibi” – exige certa “ordem da crueldade”;

– Lidar com nossos perversos é também lidar com o “lado obscuro de nós mesmos”.

 

V. RELENDO O CÍRCULO VICIOSO DA VIOLÊNCIA:

– Por que é tão difícil rompê-lo? Porque com ele exercemos nossa violência – (função de “descarrego” da pena);

– Recalcamento (não permissão de ingresso na consciência dos nossos desejos inconscientes – forças constantes – repetição – retornam como sonhos, atos falhos, etc.);

– Sublimação (desvio do “alvo” da pulsão – ex. “Jogos Mortais”, “Tropa de Elite”);

– Transcendência – ética da alteridade.

– “Criminologia Dramática” e “Criminologia Trágica”.

~ por moysespintoneto em novembro 29, 2008.

Uma resposta to “Aula 14”

  1. […] 5 – Conceito de Sociedade (Aula 09), Criminologia e Psicanálise (Aulas 13 e 14), Criminalidade e Mídia (Aula 12) e Criminologia e Alteridade (Aulas 15 e 16). (Escolher um […]

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